Parece que vamos ver estas ilustrações pelas revistas portuguesas. Campanha da Show Off. Visto aqui.
Morrer em Magenta
Existir de modo autêntico é aceitar viver na temporalidade de um destino de ser-para-a-morte.
Segunda-feira, Novembro 23, 2009
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
O Portugal icónico
Houve alguém que visitou o nosso país e não deixou de reparar nas coisinhas maravilhosas que temos, a nossa cultura pop...conheçam o site onde divulga muitas fotografias, e vende estes nossos produtos. Ao lado de cada objecto o autor faz pequenos textos sobre a origem das coisas, um pouco da sua história e os seus comentários pessoais. a não perder aqui.
Terça-feira, Novembro 17, 2009
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Vídeo fantástico, o que se vê em cada compartimento do ecrã, é o que se ouve, ouçam a música da conjugação. Espectacular!
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Uma noite, um filme
Tenho andado a ver e a revisitar a filmografia de Mike Leigh, como é de notar nos últimos posts sobre cinema.
Este filme de Mike Leigh, de 1996, vi-o quando tinha 16 anos. Posso dizer que muito por culpa de um professor de ciências que era um cinéfilo e fazia parte da direcção de um dos cineclubes mais antigos do país, o Cineclube de Guimarães. Numa só tarde disponibilizou na minha escola secundária o Cinema Paraíso e este Secrets and Lies de Mike Leigh. Claro que a maior parte dos colegas não quiseram ocupar uma tarde livre no horário para se encafifarem a ver uns filmes de seca. O tédio era tanto naquela altura que achei por bem ir ao ciclo de cinema. Também nao tinha nada mais para fazer. Não me arrependo nada. Foi o dia em que senti que o cinema era um mar de muitas possibilidades, vi algo muito diferente do que estava habituada a ver desde miúda, ora na TV ora nas matinés do cinema São Mamede, do Teatro Jordão ou as idas de Verão ao Cinema Santa Clara na Póvoa de Varzim (passava lá os meses inteiros de Julho e Agosto). Nesses Cinemas vi a pipi das meias altas, o vale encantado, os parques jurássicos e por aí fora...Víam-se também, e apenas, os filmes que estivessem disponíveis, os blockbusters da altura.
Mas aquela tarde na escola mudou tudo.
Nunca irei esquecer a sensação que ao ter visto Secrets and Lies, senti. Foi um acordar. Haviam coisa simples e plenas. E o cinema era então um óptimo veículo para mostrar-nos isso.
Sábado, Novembro 14, 2009
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Random People
Para aqueles que de quando em quando dão um saltinho ao The Sartorialist, mas acham que aquilo já está a ficar muito mainstream, não vão à bola com o Alfaiate Lisboeta (tanta implicância com o tipo) e gostam de ver os estilos contemporâneos e realmente de malta que passa nas ruas aqui vai a dica, vão conhecer o Mister Mort...ficam com alguns exemplos do que se vê por lá.
PoP KuLtUrE
Ou eu sou uma nabiça, ou esta nova versão de edição de imagem do blogger é uma grande...coiso.
Mas pronto o que conta é atentar nas figurinhas, que são pequenas relíquias retiradas do http://www.timepassagesnostalgia.com/ . Lá podem ver e comprar muitos mais destes objectos curiosos, autênticos doces!
Quinta-feira, Novembro 12, 2009
Propaganda Russa
"Because the majority of advertising materials in the USSR were of a political propagandizing nature, the many examples of simple commercial advertising are often overlooked.
These ads for goods and services were pervasive, with many having been published during the New Economic Politics (NEP) period (1921-1928). Later on, various government enterprises produced their own advertisement campaigns. Word of mouth advertising campaigns were also spread less formally by private masters and “hack workers” while radio ads were fairly common." ... "These ads present a wonderful collection of the type and style of art that was produced under the creative repression of the times."
In English Russia.
Para ver mais cartazes ir a English Russia.
...
Obsolete, um livro sobre coisas comuns agora desaparecidas:
blind dates, mix tapes, getting lost, porn magazines, looking old, operators, camera film, hitchhiking, body hair, writing letters, basketball players in short shorts, privacy, cash, and, yes, books.
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Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Abram os olhos!
Não deixem de visitar este post do blog Jornal do Pau, enviado pelo Benedictus. Chocante, como todos os dias somos roubados da forma mais descomprometida, com a ideia de que neste país todos dormem à sombra da bananeira e ninguém quer saber de nada...Como é possível, o próprio estado nao ter vergonha de publicar dados escabrosos destes acerca de concursos públicos vergonhosos...e com que pinta eles nos roubam...Vejam esta sem-vergonhice aqui:
http://pauparatodaaobra.blogspot.com/2009/10/nao-caiam-para-o-lado.html
Espantem-se!
http://pauparatodaaobra.blogspot.com/2009/10/nao-caiam-para-o-lado.html
Espantem-se!
Domingo, Novembro 08, 2009
Ferrotipias (fotografias tiradas sobre uma chapa de ferro, ou alumínio) de uma pintura; 1860.
Par de retratos de casamentos, Arte Deco, 1920. Cor pintada à mão.
Via Anonymous works.
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
The Unknown Museum
Não deixem de ver este vídeo sobre o Unknown Museum, um deleite para os sentidos. Este museu é uma reserva artística para os objectos comuns, imortalizando coisas que a maioria das pessoas deita fora. Um vídeo curioso, do tempo em que a MTV ainda explorava uma cultura pop, ao contrário das porcarias musicais e reality shows que só alimentam cérebros de mentecaptos.
O Unknown Museum,Mill Valley, California, foi aberto nos anos 70 até 1989 pelo seu curador Mickey McGowan que o construiu numa casa ao estilo de um rancho. É um sitio onde quem entrava se maravilhava com os artefactos da cultura pop. Na entrada surgia a inscrição This is your Life.
Etiquetas:
Arte Vintage,
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Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Claude Lévi-Strauss
Fica a obra.
(Mas Menina-Limão, fizeste-me rir e tou mesmo a ver do que falas, mas este senhor tinha de ser.)
Das viscas (sim porque elas são cultura e quiçá filosofia)
Se há hábito (ou habitus como Pierre Bordieu explica) que mais me irrita e enoja nos portugueses, é aquele que a qualquer momento nas ruas estamos sujeitos. Ouvir puxá-la das profundezas do seu ser (do self) para depois as cuspir verdes, amarelas ou castanhas. As viscas. Não chega a fenomenologia, há toda uma metafísica nisto.
The Democracy to come
Hoje foi um daqueles dias em que a crise se me estatelou perante os olhos. Fala-se muito dela, a crise, mas na verdade isto não é tema recente ou aquele da conjuntura global; é assim uma espécie de status quo dos portugueses em geral. Desde sempre, pelo menos ao longo da minha existência, que a crise parece estar instalada. É a prima que está em crise emocional, é o estado da justiça, é a crise dos bancos, é a crise das finanças e das contas públicas, é a da corrupção (macro e micro), é a dos estudantes, é a dos reformados, dos desempregados, dos funcionários públicos, é a dos enfermeiros, é a das contas públicas, é a do diabo a sete. Pronto, instalou-se.Isto já parece uma música dos Gajos da Luta e é mesmo mais um post cliché sobre a tão falada crise.
Pois vinha eu hoje calçada fora, do centro de emprego (ou antes do centro de desemprego, uma vez que a crise parece andar também por lá) e deparei-me com a crise de caras. O que fazia eu no centro de desemprego? Se alguém estiver interessado em saber eu conto. Encontro-me numa fase crítica, digamos, estou em pleno processo de redação de tese, que, também ela anda em crise, uma vez que um estado em crise, não tem receita para este tipo de gente que se dá ao trabalho de estudar. Renda e dinheiro para livros impõem-se, e lá fui a uma entrevista para, tal como centenas de estudantes neste país, arranjar um part-time. Em princípio devo ficar lá para os lados dos telefones da PT, empresa que, também em relação à crise, se poderia dizer muito, mas enfim, não vou por aí. Em falta de melhor é o que há. Cheguei a trabalhar, e qualifiquei-me portanto, como paleografa. Dava umas horitas na causa e lá dava para ganhar uns trocados de dólar (sim porque os americanos, para lá dos defeitos ao menos vêm capital no conhecimento). Mas como tudo na vida, esse projecto teve um fim. E em Portugal, país de crise, não há cá quem tenha interesse em pagar a um rato de bibliotecas e arquivos. Por isso aqui estou eu, pronta para integrar a classe dos telemarketers, também ela, já ouvi dizer, em crise, ao ponto de em França até causar suicídio. Continuando, como dizia em cima, lá ia eu pela calçada a embraçar mentalmente a minha nova categoria profissional, e sou interpelada por uma senhora. A senhora estaria já na faixa dos setenta, baixinha, magrinha, com as raízes do cabelo a pedirem nova pintura há já uns meses, bem vestida. As roupas não eram novas, um pouco antiquadas para o que se vê hoje em dia nas lojas, mas bastante apresentáveis e de bom corte. Tinha uns sapatinhos vermelhos antigos. Trazia também os lábios pintados com um baton vermelho, talvez antigo também. Tinha as maçãs do rosto avermelhadas, notava-se que ainda usava a velha técnica de esbater um pouco de baton nas mesmas. A senhora abordou-me. Falava baixinho, e disse-me de forma envergonhada: "menina, peço-lhe que me ajude, estou carregada de sacos e ainda moro nos Olivais. A menina terá por ventura um euro para que possa pagar o autocarro? Tenho uma pensão muito pequenina mal chega aos quarenta contos." Respondi, concerteza. E perguntei-lhe se a podia ajudar com os sacos até à paragem de autocarro. Depois deste evento, todos os meus problemas se me sumiram da cabeça. Fiquei apreensiva em relação ao facto da senhora ter de abdicar da sua integridade, para abordar uma estranha para que a ajudasse. Enchi-me de vergonha do país que temos, do país em que vivo. Tive medo. Tenho medo. Por ela, por mim e por todos de quem gosto. Como diz o Medina Carreira, esta gente que aí anda (no poder) é um nojo, metem nojo. Quem não vive para servir, não serve para governar. Este devia ser o teste a que qualquer candidato se devia submeter.
Enquanto tivermos políticos e jornalistas, analistas políticos, e comunicação social em geral, de nojo isto também não melhora. Estou farta de ouvir estes supostos analistas discutirem treta! "ah porque fulano ou sicrano está mais à direita ou mais esquerda" ou emitirem considerações completamente irrelevantes que mais se assemelham a vómitos em directo que não passam de pavoneios. "oh pra mim que percebo disto, escrevo umas colunas, emprego uns conceitos e tal".
Informem e discutam de forma prática, com números, com alternativas, com confronto, com discussão concreta acerca das políticas, com reacção, de forma traduzível e com conteúdo intelegível e realista, desencriptem programas eleitorais, discutam! Enquanto andarmos preocupados a fingir que se percebe de, e se discute política, perde-se tempo a aprender a praticá-la. É necessário avaliar e indigitar sapientemente, de forma a que o desenvolvimento aconteça, não pelo apelo a verdades e a ideologias, programas absolutos e o que quer que o valha. É urgente a emergência de um verdadeiro diálogo nesta sociedade crísica, que seja capaz de abrir sem defesas nem resistências pessoais ou institucionais as portas à verdadeira democracia, Caralho! Na altura, pensei tudo isto, mas não tive coragem de começar a gritar para toda a gente na rua. Tive de me controlar. Logo a seguir avistei o vendedor da Cais, o mesmo de sempre da Ferreira Borges de que me costumo escapar. Contei os trocos no bolso e fui ter com ele para adquirir a revista. Despedi-me com um sorriso e desejos de um bom dia, só na esperança de me desfazer um pouca da vergonha alheia e de me sentir um pouco melhor. Eu sei, eu sei...o altruísmo não é nada assim tão louvável, às vezes não passa de uma forma de egoísmo e compensação pessoal. Vá agora prometo, não falo aqui mais destas merdas!
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- Morrer em Magenta
- Interessada em música, livros, cinema, fotografia em geral e fotografia vernacular, arte em geral da primitiva, folk à contemporânea, publicidade, decoração, design, objectos exóticos, velharias, coleccionáveis...melhor, basicamente tudo que me pareça visualmente interessante, apelativo ou grandioso.
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